Ministério da Saúde lança sistema inédito de mapeamento em educação na saúde

A ferramenta, que vai estar interligada a cinco banco de dados, permitirá melhoria da qualidade da formação de profissionais da área, além de identificar demandas para cursos da área

Ministério da Saúde lança sistema inédito de mapeamento em educação na saúde Foto: Erasmo Salomão / ASCOM MS Notícia do dia 07/08/2020

O Ministério da Saúde lançou, nesta quinta-feira (6), o Sistema de Mapeamento em Educação na Saúde (SIMAPES). A ferramenta é inédita e vai permitir a coleta, análise e disponibilização de informações sobre educação em saúde no Brasil. A partir de cinco bancos de dados será possível adotar melhores práticas educacionais, atingindo parâmetros internacionais de qualidade.

 

“O Brasil começa a dar novos passos na reorganização da formação em Saúde no país e todo mundo sai ganhando: a população, que terá assegurado pelo Governo Federal, mais qualidade da saúde; os profissionais, que poderão obter a garantia de uma formação mais adequada; e o Governo Federal, que terá mais um instrumento para estabelecer políticas públicas de educação em saúde”, ressaltou o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

 

O sistema será interligado a cinco bancos de dados: E-MEC (Sistema eletrônico de acompanhamento dos processos que regulam a educação superior no país), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), Contrato Organizativo de Ação Pública de Ensino-Saúde (COAPES) e o E-SUS Atenção Básica. Esses sistemas irão ajudar a identificar as demandas e necessidades de cada região, além de ser possível observar se o local ou o serviço de saúde possui estrutura necessária para ampliar ou criar cursos na área da saúde, como condições essenciais para aulas práticas, por exemplo.

 

Com a nova ferramenta é possível investigar a relação entre a oferta de cursos de graduação, técnicos e a estrutura de serviços da saúde, especialmente quanto à oferta de campo de prática e de qualidade; averiguar as necessidades de formação e qualificação dos gestores e profissionais no âmbito do SUS; prover o Ministério da Saúde de informações para a tomada de decisões no âmbito da educação em Saúde.

 

O SIMAPES também vai permitir divulgar informações sobre a capacidade instalada do SUS em relação à formação de profissionais, de forma a possibilitar parâmetros de melhores práticas educacionais; subsidiar a edição de normas gerais e permanente acerca do mapeamento, monitoramento e avaliação de dados de educação em Saúde; e aprimorar políticas públicas de educação na área.

 

O projeto tem como referência o Relatório Flexner – publicado em 1910, pelo educador estadunidense Abraham Flexner –, que avaliou diversas universidades, levando a uma reforma da educação médica nos Estados Unidos e Canadá e mudando a formação dos médicos norte-americanos. O então relatório ficou marcado na história por mostrar a importância do controle de qualidade nessa área.

 

Por Nicole Beraldo, da Agência Saúde com NUCOM SGTES

 

Fonte: Agência Saúde

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