Comissão de Educação quer ouvir Weintraub sobre erros no Enem

Comissão de Educação quer ouvir Weintraub sobre erros no Enem Foto: Geraldo Magela/Agência Senado Notícia do dia 04/02/2020

Senadores da Comissão de Educação (CE) decidiram convidar o ministro da Educação, Abraham Weintraub, para que ele explique o que aconteceu na correção das últimas provas do Enem, uma vez que foram registrados erros em mais de 6 mil provas. O convite é para a próxima terça-feira (11).

 

Na reunião deliberativa desta terça (4), o senador Humberto Costa (PT-PE) criticou a escolha dos ministros da Educação do governo Bolsonaro e chamou de “lambança internacional” o fato de as provas do Enem apresentarem erros de correção.

 

É uma demonstração de incompetência, irresponsabilidade, falta de compromisso público e prepotência.

 

Já o senador Fabiano Contarato (Rede-ES) reclamou do corte, no Orçamento de 2020, de R$ 10 bilhões que seriam destinados a centros de pesquisa científica e universidades federais, além da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), ao mesmo tempo em que o orçamento da Defesa aumentou.

 

Agenda

Ao abrir a reunião, o presidente do colegiado, senador Dário Berger (MDB-SC) afirmou que a educação é a área com os maiores desafios para os senadores da CE, especialmente na definição do papel de cada ente federado — União, estados e municípios.

 

Dário disse que trabalhará para aprovar, em caráter permanente, o novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), que expira em dezembro. 

 

Essa é a maior política educacional brasileira, responsável por cerca de 63% de todos os recursos aplicados em educação.

 

O senador também destacou a importância de o Congresso pensar em um plano nacional do esporte, assunto que, para ele, estará em evidência por ser este um ano de Olimpíadas.

 

No Brasil, 70% das escolas públicas não têm uma quadra de esportes. Precisamos fomentar os talentos na escola, na base — destacou.

 

Fonte: Agência Senado

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