Norte-americano se descuida, perde o barco em Parintins, e Capitania faz Anna Karoline VII voltar para embarcar passageiro

Norte-americano se descuida, perde o barco em Parintins, e Capitania faz Anna Karoline VII voltar para embarcar passageiro Fotos: Neudson Corrêa Notícia do dia 07/07/2019

Por: Neudson Corrêa

 

Um fato inédito foi registrado neste domingo, 07, pelo Repórter Parintins, no cais porto da cidade. Um cidadão de origem norte-americana, passageiro do navio Anna Karoline VII, em viagem até Santarém-PA, quase causa um desconforto para a Agência Fluvial de Parintins e para a empresa responsável da embarcação.

 

O navio Anna Karoline VII atracou no porto por volta das 5h15min da madrugada para deixar passageiros que embarcaram no porto de Manaus, capital do Estado do Amazonas. Porém, o cidadão norte americano desceu da embarcação, ao que parece, sem comunicar à tripulação, que tinha o interesse de conhecer alguns pontos turísticos da Ilha Tupinambarana que ficam próximos.

 

O navio ficou atracado por pelo menos meia hora, tempo suficiente para deixar e embarcar novos passageiros com destino ao vizinho Estado do Pará, muitos dos quais que vieram passar a festa do boi-bumbá. A uma semana do festival folclórico o movimento é intenso na orla fluvial do município.

 

Quando o americano, de aproximadamente 60 anos de idade, retornou para a balsa viu somente o navio paraense se afastar do porto. Mesmo estando próximo, a cerca de três metros de distância, apesar de perceber os acenos do homem, o comandante preferiu fazer manobra e seguir viagem.

 

O americano, sem esboçar qualquer aflição, recorreu a alguns trabalhadores do cais do porto e aos funcionários da Administração das Hidrovias da Amazônia Ocidental (Ahimoc). Pelo rádio os técnicos informavam à direção sobre o corrido na madrugada deste domingo.

 

A princípio, os carregadores sugeriram que o gringo fretasse uma voadeira para que alcançasse, de forma rápida, a embarcação que cada vez mais se distanciava da cidade. A essa altura o barco que todas as semanas passa em Parintins, tanto subindo quanto descendo o rio Amazonas já navegava nas proximidades de Vila Amazônia, comunidade rural distante oito quilômetros.

 

Os carregadores indicaram uma marina que fica na orla do rio, no bairro Santa Clara, único local onde poderia encontrar uma lancha rápida para chegar até o navio Anna Karoline VII. O americano então teve outra ideia, optou por recorrer aos agentes da Marinha que ficam alojados em uma lancha no cais do porto de Parintins.

 

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Utilizando-se de um rádio comunicador os agentes interceptaram a embarcação que logo retornou à cidade para buscar o retardatário. A reportagem desconhece o teor dos argumentos dos agentes fluviais para com o comandante do Anna Karoline VII.

 

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Sabe, no entanto, que o comandante do navio não acionou a sirene, como de costume, para orientar a partida, fato que teria deixado o americano ‘a ver navios’.

 

O parintinense Wilson Silva, que trabalha há vários anos como motorista, disse nunca soube de algo parecido. “Nunca vi isso acontecer de uma grande embarcação voltar para apanhar um passageiro que tenha ficado no porto. Já vi várias pessoas perderam o barco e depois ter que viajar em outra embarcação ou mesmo pegar uma lancha rápida, mas assim nunca”, comentou o profissional do volante.

 

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