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Acerto do tráfico no presídio de Parintins quase acaba em mais um homicídio

Acerto do tráfico no presídio de Parintins quase acaba em mais um homicídio José Andrade dos Santos cumpre pena por tentativa de homicídio | Foto: Marcondes Maciel Notícia do dia 06/12/2018

Um suposto acerto de contas do tráfico de drogas por pouco não acabou em mais um assassinato dentro da Unidade Prisional de Parintins, na manhã de quinta-feira, 6 de dezembro. Informações extraoficiais dão conta que a comercialização de drogas no interior da casa de detenção é uma realidade e foge do controle das autoridades.

 

O presidiário José Andrade dos Santos, 27, que cumpre pena por tentativa de homicídio, tentou fugir do presídio de Parintins por volta das 9h, no momento do banho de sol dos detentos, para se livrar de um linchamento dos ‘xerifes do tráfico.

 

José subiu no telhado da cozinha da unidade prisional para tentar a fuga e evitar ser agredido. Ao se desequilibrar, o detento José Andrade quebrou as telhas e caiu em cima do fogão, sendo recapturado pela guarnição.

 

Ao ser recolhido em uma das celas da Delegacia de Polícia Civil de Parintins, José Andrade dos Santos disse para a equipe do Repórter Parintins que tentou fugir para se livrar de uma possível agressão física que seria praticada por um dos ‘xerifes’ da unidade prisional.

 

José relatou que tem uma dívida com o detento conhecido como Izael pelo consumo de drogas, que comercializa os produtos entorpecentes dentro do presídio. José Andrade expôs que no momento do banho de sol o suposto xerife Izael, juntamente com outros três detentos, tentaram lhe agarrar para uma punição.

 

“Falei que a ‘grana’ dele ia chegar, ‘grana’ do tráfico. Só que ele se alterou e queria mandar me dá vinte bolos (palmatórias). Eu falei para ele: se me batesse eu ia ‘passar’ ele, aí matar ele, que ele está acostumado a humilhar os caras lá. Foi quando eu pulei pra trás da cozinha”, disse.

 

José Andrade dos Santos comentou que teme ser morto caso retorne para a Unidade Prisional de Parintins.

 

“Quero ‘puxar’ minha cana aqui mesmo (delegacia), porque se eles chegarem a fazer o mal pra mim e vou me defender, vou matar um”, avisou o detento José.

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