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Balança eleitoral de Amazonino entre a máquina e a rejeição

Balança eleitoral de Amazonino entre a máquina e a rejeição Foto: Reprodução da internet Notícia do dia 12/03/2018

O governador e pré-candidato ao Governo do Amazonas, Amazonino Mendes (PDT), tem na  mesma balança da disputa eleitoral de 2018 a rejeição manifestada na Eleição Suplementar atípica de 2017 e o comando da poderosa máquina estadual neste pleito.

 

Como fator negativo, Amazonino tem memória recente de rejeição. Em outubro do ano passado, mais de 1 milhão de eleitores  (603.914 abstenções, 342.280 mil votos nulos e 70.441 votos brancos) não votaram, no segundo turno, nem nele nem em Eduardo Braga, seu possível aliado em 2018.

 

O lado positivo é que está nas mãos de Amazonino Mendes a poderosa máquina estadual não derrotada nas últimas décadas, à exceção de 2017 numa eleição atípica.

 

Para o pesquisador e analista político Afrânio Soares, Amazonino tem peso e contrapeso na mesma balança, mas as situações dos adversários não são muito diferentes.

 

“O Amazonino se elegeu com uma rejeição histórica, mas não tem outro nome que absorva o eleitorado que o rejeitou. Não tem um nome de consenso. Eu diria que, por estar com a caneta e a máquina, ele tem muita possibilidade de ser competitivo. Mas, outros candidatos não estão desguarnecidos”, disse Afrânio Soares.

 

O pesquisador e analista político Durango Duarte disse que estar no Executivo também tem o viés negativo de sofrer uma avaliação injusta e fatal numa eleição.

 

“O  eleitor vai perguntar em outubro e no dia da eleição se a casa foi arrumada. E os outros candidatos vão bater todos os 35 dias de campanha falando que o Amazonino não arrumou a casa. Será uma eleição difícil para todos”, disse Durango.

 

Uma desvantagem para Amazonino nesta disputa, destacou Durango Duarte, é a idade e as condições de saúde. “Ele está com 79 anos e é preciso muito preparo físico para essa maratona pesada. Todo mundo sabe que, no ano passado, após uma carreata no interior, Amazonino passou cinco dias com grandes dificuldades respiratórias”, relembrou.

 

Durango disse que é ilusão pensar  que a máquina definirá sozinha quem sairá vitorioso das urnas em 2018. “É uma ilusão dizer  que a caneta a estrutura da máquina do Governo pode eleger um governador. A máquina tem um poder.  Mas a decisão dessa eleição virá de vários aspectos. Vai precisar de apoio, de base, de tempo de TV, de apoio financeiro. E todos têm problemas e virtudes”, disse.

 

Rosiene Carvalho | Brasil Norte Comunicação – BNC Amazonas

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