MP-AM denuncia acusados de matar carroceiro e tricicleiro em rebelião

Noticia Atualizada em 05/12/2017
MP-AM denuncia acusados de matar carroceiro e tricicleiro em rebelião
Foto: Arquivo/JRP

O Ministério Público do Estado (MPE) através da promotora Tânia Maria de Azevedo Feitosa denunciou a Justiça os detentos Andrei Souza da Silva, vulgo Beira Mar, Antônio Pereira Bilber, vulgo Pretinho, Cleuber Ferreira Frade, vulgo Fion, Gilson dos Santos Silva, vulgo Nechita, e Kildson Morais Ribeiro, vulgo De Boa, pelos crimes de homicídio contra o tricicleiro Paulo Eliezer Miranda Nascimento e o carroceiro Admil de Souza Silva, na rebelião que ocorreu na Unidade Prisional de Parintins em 01 de setembro de 2014, no período de 14h30 a 19h30.

 

De acordo com a denúncia apresentada pelo MPE a Justiça, no dia do fato logo no início da rebelião, Antônio Pereira Bilber (Pretinho), Gilson dos Santos (Nechita), Cleuber Ferreira (Fion), Socorro Ronaldo (Ronaldinho), morto no EPAT em Manaus, Everton e Elinaldo se deslocaram até o setor denominado “Seguro”, local destinado a presos acusados de estupro e violência doméstica, onde agrediram e algemaram Paulo Eliezer e Admil Souza, conduzindo-os até a sala da direção da Unidade Prisional.

 

No interior da sala, os detentos rebelados cobriram o rosto, amarraram as mãos e os pés do carroceiro Admil de Souza, pensando que ele fosse estuprador.

 

Em seguida, o detento Antônio Pereira Bilber, o Pretinho, armado com um pedaço de madeira passou a desferir cerca de 15 pauladas contra a cabeça do carroceiro até mata-lo, depois utilizando um “cutelo” que tinha pego na cozinha do presídio, decapitou a vítima, passando a andar com a cabeça do carroceiro pelo interior do presídio dizendo “esse aqui já foi”. Não conformado Bilber ainda amputou uma das mãos de Admil e a jogou para fora do presídio junto com a cabeça.

 

Quanto Paulo Eliezer, utilizado como refém por Andrei de Souza, o Beira Mar, e Gilson Santos, o Nechita, foi algemado e levado para cima do telhado do presídio, onde Beira Mar o ameaçava com uma arma branca no pescoço.

 

Quase no fim da rebelião, Andréi desferiu um golpe em Paulo Elizer e jogado de cima do telhado. Ao cair no chão, a vítima recebeu várias estocadas de outros detentos envolvidos na rebelião.

 

Em seguida, Antônio Bilber, Kildson Moraes e o detento identificado por Kikiu ainda levaram Paulo Eliezer mesmo esfaqueado por diversas vezes para um dos pavilhões no fundo do presídio, onde Bilber tentou mata-lo enforcado utilizando um pedaço de pano.

 

Como não conseguiu mata-lo enforcado, Bilber armou-se com um estoque (arma artesanal) desferindo três estocadas na cabeça e peito da vítima, matando-a.

 

Consta ainda na denúncia do MPE que os denunciados praticaram os crimes contra Eliezer e Admil porque respondiam a crimes relacionados a estupro e violência doméstica.

 

Denunciados no artigos 121, parágrafo 2º, incisos I, III e IV do Código Penal: homicídio quadruplamente qualificado por motivo de meio cruel, algemando-os, lesionados com diversas pauladas e golpes, decapitando e amputando uma das mãos e utilização de recurso que impossibilitou as defesas das vítimas, o MPE garante que há indícios de autoria e materialidade dos delitos, além de depoimentos de testemunhas, fotografias e laudos necroscópicos das vítimas.

 

O MPE pede ainda que Antônio Pereira Bilber, o Pretinho, seja enquadrado no artigo 212 do Código Penal pelo crime de “Vilipêndio” a cadáver, cuja pena pode ser de um a três anos e multa.

 

O MP requereu a notificação dos denunciados para apresentarem defesa escrita no prazo legal, recebimento da denúncia com as peças informativas que a instruem, o prosseguimento do feito até final pronuncia e julgamento dos denunciados perante o Tribunal do Júri, além da designação da data para a audiência de instrução e julgamento, ouvindo as testemunhas em separado.

 

A promotora Tânia Maria ainda solicita a Justiça que há necessidade da separação do processo em relação aos crimes de motim de presos e danos qualificados. A agente ministerial requereu que seja extinta a punibilidade dos indiciados Socorro Ronaldo dos Santos Souza, o Ronaldinho, e Cicero da Costa Marques, já falecidos.

 

Além dos detentos denunciados, são citados também os presos de justiça Eduardo Jorge Kataki da Silva, o Kataki, Ivanei Costa Marques, Kemerson da Silva Barata, o Barata, Marclei Gama da Silva, Roberto Jones de Souza Ribeiro e Tiago Glória Cabral, o Xaropinho.

 

Fernando Cardoso | Repórter Parintins

 


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