Nêga Alencar denuncia descaso e caos no transporte escolar em Parintins

Para a vereadora, é notório que a prefeitura não paga os transportadores há seis meses

Noticia Atualizada em 04/12/2017
Nêga Alencar denuncia descaso e caos no transporte escolar em Parintins
Foto: Divulgação

A vereadora Maria Alencar (PSD), Nêga, levou para a tribuna da Câmara Municipal de Parintins as reclamações constantes dos pais de alunos da rede municipal de ensino e de transportadores escolares da zona rural. Para a vereadora, é notório que a Prefeitura Municipal não paga os transportadores há seis meses, bem como não há pagamento de fornecedores do Executivo. O pronunciamento foi na sessão de segunda-feira, 04 de dezembro.

 

Nêga afirmou que esses transportadores trabalham de maneira informal sem formalização de acordo legal assinado. “Vale ressaltar que em anos anteriores a contratação dos transportes escolares era por meio de uma cooperativa para conduzir os alunos até as escolas nas comunidades rurais. Agora, a atual gestão preferiu dispensar o trabalho dos profissionais vinculados à Cooperativa (que se extinguiu no último ano do ex-gestor e deu continuidade nessa gestão) e contratar de forma individual os donos de embarcações. É inadmissível. É caso de investigação no Ministério Público”, afirmou.

 

A vereadora informou que, de acordo com um dos transportadores, houve uma manobra por parte da administração municipal para mudar a forma de contrato. Segundo Nêga, isso é grave e merece atenção maior por parte desta Casa Legislativa.

 

“Vejam bem, com isso cerca de 180 donos de embarcações não tiveram seus contratos renovados, sem vínculo ou contratos formais. O secretário tratava os prestadores de serviço com tamanha falta de respeito, pois quando procuravam cobrar o seu suor que era seu direito, respondia assim: “Tá insatisfeito? Pede para sair”, frisou a parlamentar.

 

Na gestão de João Costa à frente da Semed, disse Nêga, os contratos foram diminuídos para a metade do valor anterior. Atualmente, cada contratado recebe entre R$ 1.200 a R$ 1.500 por mês.

 

“Não questiono o valor, mas a falta de compromisso com a educação, com os transportadores e com os alunos. E para piorar, os alunos estão sendo transportados em pequenas embarcações, tipo bajara e rabetas, para não paralisar as aulas no interior. Os transportadores recebem somente combustível da Prefeitura, assim aumentam as suas dívidas com os fornecedores e/ou são obrigados a venderem seus barcos”, relatou.

 

A vereadora Maria Alencar ressaltou que no dia 24 de novembro foi publicado no Diário Oficial dos Municípios o pregão presencial para a contratação de uma empresa para prestar o serviço de transporte escolar.

 

“Parintins continua em Estado de Emergência para aceitar que o gestor contrate sem licitação. Isso é improbidade administrativa. Querer o suor dos transportadores sem a devida remuneração é tirar o direito dos alunos de ir e vir com segurança, é falta de compromisso e respeito por parte da administração municipal. Isso não podemos admitir”, concluiu Nêga.

 

Com informações da Assessoria de Imprensa CMP


Enquete

As perspectivas do parintinense para o fim de ano com relação a economia?

Aguarde...

Resultado
As perspectivas do parintinense para o fim de ano com relação a economia?
São ótimas

11 (18%)

São boas

14 (23%)

São razoáveis

37 (60%)

Total de 62 votos

Voltar

Galeria de Fotos

A notícia além do fato