Massacre: Comitê de Gerenciamento de Crise atualiza números da Rebelião em Manaus

Noticia Atualizada em 05/01/2017
Massacre: Comitê de Gerenciamento de Crise atualiza números da Rebelião em Manaus
Foto: Vitor Souza/SECOM

Na tarde desta quarta-feira (4), representantes dos órgãos do Sistema de Segurança Pública e de Administração Penitenciária que compõem o Comitê de Gerenciamento de Crise atualizaram os números referentes às ocorrências do sistema prisional. Até o momento já foram registradas 63 recapturas de foragidos das unidades do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) e Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat).

 

A informação foi repassada aos veículos de comunicação durante coletiva de imprensa no Centro Integrado de Comando e Controle do Amazonas (CICC-AM), localizado no Aleixo. O secretário executivo adjunto da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), major Jorge Rebello, reforça que os trabalhos de investigação e recaptura de foragidos está sendo realizado em uma ação conjunta entre os órgãos do Sistema de Segurança Pública. “O trabalho de recaptura ocorreu desde o domingo, quando as fugas foram registradas, tendo em vista que a Polícia Militar do Amazonas estava na unidade e de imediato acionou a Polícia Civil para as buscas nas proximidades dos presídios e na área urbana. Isso só foi possível através do trabalho conjunto de todos os órgãos", destacou o Major Rebello.

 

O diretor do Departamento de Polícia Metropolitana (DPM), delegado Geraldo Eloi, ressalta que a Polícia Civil do Amazonas (PCAM) reforçou o efetivo para a ocorrência para buscar soluções definitivas para as recapturas dos foragidos. "Todos os grupos de trabalho, todas as delegacias interativas e especializadas estão empenhadas na recaptura, e tem conseguido atuar de forma intensiva para a conclusão do caso dos foragidos". 

 

O Comitê de Gerenciamento de Crise desenvolveu um plano de contingências para eventos no sistema prisional, que segundo o coordenador adjunto do CICC-AM, coronel Oliveira Filho, foram bem sucedidos. “Foi desenvolvido pelo Sistema de Segurança Pública um plano de contingências para essas situações. Vale ressaltar que o plano contemplava as ações que deveriam ser desenvolvidas caso as unidades prisionais registrassem alteração. Nos dois estabelecimentos prisionais onde houve fuga, as ações fixaram-se em apenas um, todas as outras ações foram bem sucedidas, inclusive o trabalho de inteligência de identificar possíveis fugas também em outras ocasiões, a exemplo dos 9 túneis que foram encontrados no sistema prisional, consequentemente frustrando os planos dos internos". 

 

Os números de corpos identificados e liberados no Instituto Médico Legal (IML) também foram divulgados durante a coletiva. Dos 60 internos mortos, 56 são do Compaj e quatro são da Unidade Prisional do Puraquequara (UPP). Já foram identificados 39 corpos e 14 já foram liberados pelo IML.

 

A transferência de internos para a Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa (CPDRVP), também foi atualizada. Até o momento a Cadeia localizada no Centro de Manaus está abrigando uma população carcerária de 279 internos. A unidade que foi desativada em outubro de 2016, precisou ser utilizada para abrigar presos que não possuíam convívio social com a massa carcerária de suas respectivas unidades, e estavam recebendo ameaças.


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